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FENDIN DA ESTABILIDADE E DO CENTRO

Historias Dos antigos Guardiões 556

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Última revisão10 de abril de 2026
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FENDIN DA ESTABILIDADE E DO CENTRO

BERTO

O Coração Imóvel — Guardião do Equilíbrio

FENDIN DA ESTABILIDADE E DO CENTRO

Cor: Branco • Essência: Silêncio • Função: Impedir que qualquer força vença demais

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Documento Oficial — Aurorion Studios


Primeira Era — O Guardião Silencioso do Centro

Berto 1 era

Forma: Entidade branca disforme • Nome: Solvhar, o Coração Imóvel

Dizem que Berto não foi criado — ele surgiu entre os extremos.

Na Primeira Era da Oscilação, Berto assumiu a forma de uma entidade branca, disforme, feita de névoa densa e linhas geométricas que se realinhavam a cada pulsar de energia. Seus olhos — quando visíveis — pareciam poços opacos, sem reflexo, mas profundos como o próprio silêncio entre duas batidas do tempo. Ele não caminhava. Ele estava. Sempre no ponto exato onde duas forças se preparavam para colidir.

Era chamado de Solvhar, o Coração Imóvel, pelos antigos monges de Orun-Taal. Quando algo ameaçava romper a harmonia do plano, Berto surgia — flutuando lentamente entre os choques iminentes, estabilizando com sua presença os ciclos anímicos instáveis.

Enquanto Jupter selava as fendas do tempo, Berto selava os instantes de colapso — impedindo que qualquer uma das forças vencesse. Pois em Aurorion, vencer demais é o mesmo que destruir. Nunca falou. Nunca tocou ninguém. Mas todos sabiam: quando ele aparecia, o caos estava prestes a se calar.

"Onde há reflexo, há ruptura. Mas onde há luz da lua, há margem para equilíbrio."
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Segunda Era — O Jovem do Olho Lunar

BERTO 2 Era

Forma: Jovem encarnado • Nome: Halren'Lûn, o Filho da Lua Silenciosa

Na Segunda Era, quando as linhas do destino começaram a ser tecidas pelos povos mortais, Berto tomou forma física pela primeira vez: um jovem de cabelos brancos como cinzas lunares, pele pálida e olhos leitosos que refletiam a luz da lua mesmo sob o sol do deserto. Vestia mantos brancos bordados com fios de prata, e andava descalço pelas ruínas da antiga planície de Val'Sethar, onde os Oraculistas observavam os céus em busca de sentido. Ali, era chamado de Halren'Lûn, o Filho da Lua Silenciosa.

Enquanto Jupter falava da desconexão, Berto ensinava o oposto complementar: o valor de permanecer inteiro mesmo quando tudo ao redor se parte. Sentava-se sob a lua cheia durante dias, em completo silêncio, e sua simples presença fazia cessar surtos de energia anímica instável que destruíam vilas inteiras. Era dito que sua respiração seguia o ciclo lunar — inspirava com a lua crescente, expirava com a minguante.

Foi nesta era que selou o Poço do Espelho Partido, um abismo sem fundo onde as emoções dos vivos começavam a se materializar e escapar em forma de sombras animadas. Berto desceu sozinho até o limite do poço e, sem usar força, sentou-se à beira, olhando para dentro de si mesmo — até que o poço também olhou de volta. E adormeceu.

"Aquele que permanece completo consigo mesmo, jamais irá ceder para ao vazio."
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Terceira Era — O Corvo Branco do Céu Vazio

Berto 3 era

Forma: Corvo branco de olhos perolados em cruz • Nome: Mâel'Sar, o Voo do Centro Vazio

Na Terceira Era, quando as palavras começaram a moldar realidades e a verdade tornou-se perigosa, Berto assumiu a forma de um corvo branco — uma criatura rara e solene, de penas cristalinas e olhos perolados, posicionados em cruz: dois olhando o céu, dois o chão. Diferente de Jupter, cujos quatro olhos traziam memórias caóticas de vidas passadas, os de Berto ofereciam o inverso: esquecimento compassivo. Diziam que, ao encarar o Corvo Branco, as dores mais antigas simplesmente deixavam de importar. Não por feitiço. Mas por perspectiva.

Chamavam-no de Mâel'Sar, o Voo do Centro Vazio. Era visto sempre em momentos de crise moral — sobrevoando conselhos de guerra, torres de julgamento e câmaras de traição. Seu canto era um eco sem timbre — mas onde era ouvido, os conflitos cessavam, ou silenciavam em dúvida.

Durante a Rebelião dos Mil Juramentos, Berto sobrevoou o campo onde três reis estavam prestes a romper o pacto sagrado de união. Quando seu vulto branco cruzou o céu, as espadas pesaram, as mãos tremeram. E nenhum juramento foi quebrado naquele dia.

"A Presença que impede a quebra."
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Quarta Era — O Dragão da Lua Silenciosa

4 ERA BERTO

Forma: Dragão anímico branco • Nome: Selûm'An, o Sopro da Lua Dormida

Na Quarta Era, quando o véu entre os planos começou a ruir e os céus se rasgavam com o peso das vontades mortais, os Fendins ascenderam em forma de dragões — não como bestas de fúria, mas como forças vivas de equilíbrio cósmico. Berto tornou-se um colosso alado de escamas translúcidas e brancas, tão pálidas que refletiam a luz das estrelas. Seus olhos, grandes e perolados, não brilhavam — absorviam luz, como dois eclipses em constante repouso. Era chamado pelos monges do Clã Lunhir de Selûm'An, o Sopro da Lua Dormida.

Diziam que onde ele voava, o som desaparecia. Seu bater de asas não criava vento, mas paz. Suas garras nunca foram vistas em combate, e sua mandíbula jamais abriu para atacar. Enquanto Jupter distorcia o tempo, Spring invocava tempestades solares e Pinda explodia como um cometa em fúria, Berto pairava em silêncio sobre zonas de guerra, sua simples presença acalmando mentes, reduzindo ondas anímicas e fazendo os exércitos esquecerem por que lutavam.

Durante a Crise dos Três Céus, onde três luas ameaçavam colidir sobre Aurorion, foi Berto quem se deitou nos céus superiores, estendendo suas asas em formato de espiral lunar. Com isso, redirecionou os fluxos gravitacionais anímicos. As luas não colidiram. Passaram uma pela outra como dançarinas esquecidas, silenciosas no vácuo.

Depois desse evento, ninguém mais viu Berto na forma dracônica. Alguns dizem que ele ainda está lá em cima, escondido dentro da própria sombra da Lua. E que, quando você olha muito tempo para ela, talvez esteja olhando para ele.

"Berto não ruge. Ele repousa entre os mundos, sustentando o que ninguém percebe que está prestes a cair."
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Quinta Era — O Guerreiro Branco de Sarogawa

Berto 5 era

Forma: Guerreiro do clã Sarogawa • Nome: Hakuto no Tsuki, o Reflexo da Lua Silenciosa

Na Quinta Era, quando os homens passaram a transformar seus ideais em lâminas e o mundo se curvou à disciplina da guerra, os Fendins andaram entre os mortais com corpos de carne e propósito velado. Berto vestiu-se como um homem — alto, esguio, pele alva como marfim sob a luz lunar, olhos brancos como névoa. Seu nome entre os Sarogawa era Hakuto no Tsuki, o Reflexo da Lua Silenciosa.

Enquanto os outros três Fendins treinavam com paixão, fúria ou imprevisibilidade, Hakuto era o vazio entre os movimentos. Sua espada — uma lâmina reta, prateada e sem fio visível — nunca tocava diretamente o oponente. Ele desviava. Redirecionava. Acompanhava. E, quando necessário, parava um golpe apenas com o olhar.

Criador da técnica esquecida Seishin no Kekkai, a Barreira do Espírito, Berto ensinava que toda batalha é vencida antes do primeiro ataque, no equilíbrio entre intenção e reação.

Foi ele quem impediu o Cisma Branco, quando os Sarogawa quase se dividiram em dois clãs opostos — um buscando dominação espiritual, o outro, rendição total ao vazio. Berto enfrentou os dois líderes em combate cerimonial. Não venceu nenhum. Mas fez ambos se sentarem ao seu lado, ao centro do dojo. E ali, por uma noite inteira, ninguém falou.

No dia seguinte, o Cisma havia desaparecido. Assim como Berto. Apenas sua espada ficou — cravada no chão entre os dois lados.

"Berto não luta para vencer. Ele permanece para lembrar que o centro não tem inimigos."

AURORION STUDIOS

Arquivo dos Fendins — Berto

Participação e descobertas

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