Aurorion
Capítulo I — O Chamado do Vazio
Aurorion não nasceu — foi conjurado.
Não por mãos humanas. Nem por deuses piedosos.
Mas por Chronos, a entidade do tempo, em um momento de lucidez insana.
Cansado das leis previsíveis da existência, Chronos desejou criar algo diferente: um lugar onde o impossível fosse cotidiano, onde o tempo não obedecesse regras — mas sentimentos, vontades… falhas.
Aurorion não possui berço. Não possui um céu fixo.
Ele pulsa nas entrelinhas da existência.
E é por isso que ele chama.
Não com uma voz — mas com uma presença.
Com o vazio exato que cada ser sente antes de dormir: a sensação de que algo está errado…
…e sempre esteve.
Capítulo II — O Sangue da Terra
O chão de Aurorion não é terra.
É tempo coagulado. É memória mineralizada.
A Aeonita — pedra viva e pulsante — não apenas sustenta o mundo:
Ela é o mundo.
Forjada nas falhas entre tempos costurados, a Aeonita carrega em si aquilo que nunca existiu — momentos esquecidos antes mesmo de acontecer.
Ela provoca:
- visões fragmentadas
- vertigem temporal
- saudades de vidas que nunca foram vividas
A Aeonita é poder.
Mas todo poder exige um preço.
Cada uso:
- esgota o corpo
- corrói a mente
- dissolve certezas
Ela não consome apenas energia…
Consome verdades.
Consome identidade.
Muitos a procuram.
Pouquíssos sobrevivem.

