Diário de loreelai_

Após a primeira conversa com a Obsidiana · publicado em 26 de outubro de 2026 · editado

loreelai_Escrito por loreelai_Após a primeira conversa com a Obsidiana

Cada dia tem me deixado mais maluca. Ainda me pergunto por que o Kenny quis mexer naquela caixa e o que realmente tinha lá dentro. O nome impronunciável deve ter algum significado, algo maior por trás dele...

Eu entendo agora que essa energia afetou o Kenny fisicamente e que ele está escolhendo se fundir a ela... Mas eu não aceito que ela esteja me afetando na alma. Não quero magia conectada comigo... Nunca quis!

Ela me faz sentir coisas que nunca me lembro de ter sentido antes: raiva, ódio, tristeza e sede de sangue. Aparentemente, ela amplifica algo que já existe em mim. A vontade que tenho de proteger quem amo supera meu lado pacífico. Meus amigos matam, se necessário, por quem amam, e agora estou ficando igual a eles, ganhando a capacidade de, se necessário, matar ou ferir...

O problema é que essa raiva pela magia faz com que eu desconte em quem nem sequer tem culpa, porque a vontade de proteger é tanta que me cega de ódio. Isso já fez com que eu quase machucasse a Eudora ou quisesse explodir o Templo dos Elementos pela morte do Kenny. Faz com que eu culpe quem, às vezes, não tem nada a ver com os acontecimentos. Faz com que eu seja grossa até com quem amo, por uma proteção obsessiva que não se importa se eles querem ou não. É a ponto de, se necessário, eu acorrentá-los contra a própria vontade para mantê-los seguros...

E isso é tão bizarro vindo de mim.

Agora que sei mais sobre o meu passado, com a ajuda da Obsidiana, sinto que posso confiar nela.

Ela me contou sobre os Corleone... Ainda é muito doido para mim entender que minha família vinha de uma linhagem de caçadores de criaturas que matavam sem nem sequer conhecer a verdade... Cegos por aquilo em que acreditavam.

Também me surpreende saber que eu e o Kenny éramos amigos dela, que passávamos tempo com uma... vampira. Não que eu tenha algo contra, mas é um pouco cômico para mim, considerando que nada de sangue combina comigo e que eu era tão próxima de alguém que bebe sangue.

Quero descobrir mais sobre o meu passado. Quero saber o que não lembro desse período que foi apagado da minha mente, sobre os Corleone, a magia que me possui, o noivado e até sobre mim mesma.

É... Acho que realmente estou ficando maluca. Mas, pelo menos, agora sei o motivo.

Relato do personagem — perspectiva de seu autor, não um registro oficial.