Comecei a construir a árvore. Sei que deveria estar treinando ou preocupada com a guerra, mas é algo sobre o qual eu e o Kenny conversamos ontem.
As pessoas de Nova Itália estão estranhas. Pessoas de quem éramos tão próximos hoje mal falam com a gente. Ficamos tristes com isso, pois antes estavam conosco o tempo todo, e hoje... nada. Mas entendemos. Essa preocupação com a guerra muda as pessoas.
Ainda não sabemos se queremos ir ou não... Afinal, essa guerra não é nossa, e nem sequer sabemos direito pelo que estão lutando. Se fôssemos, seria pelo pai Carlos ou talvez em memória do Lucky... Mas me lembro de que ele mesmo morreu por essas pessoas enquanto me contava que muitos não gostavam dele por um erro que havia cometido. Então, me pergunto se vale a pena entrar nisso, sendo que nunca quisemos essa guerra.
Eles falam com a gente como se já estivéssemos nela e tivéssemos que nos preparar... Mas tudo o que eu quero é ficar com a minha família, saber se meu pai está bem e descobrir se minha filha está em algum lugar!
Para mim, a árvore será um santuário para quem não quer lutar, para quem procura finalmente um lugar para descansar, para quem está cansado de ser colocado em meio ao caos, acreditando que não há saída. Será um santuário para quem busca paz!
Ontem também contei tudo o que lembrei para o Kenny. Contei sobre a Obsidiana e que ela está aqui. Quero levá-lo para conhecê-la e conversar com ela. Sinto que ela tem MUITO a ensinar a ele, assim como tem a me ensinar.
Também precisamos entender como essa energia o afeta. Sua aparência já está diferente, mas e se for além disso...? Não sei, mas me preocupo.
Temos muitas perguntas, Obsidiana, e espero que você tenha as respostas...
Relato do personagem — perspectiva de seu autor, não um registro oficial.