Diário de Yori Ivanov

eu ja não sei mais · publicado em 27 de outubro de 2026

Yori IvanovEscrito por aydoneuseu ja não sei mais

Era pra tudo ser como planejado, abrir o segundo nó, ficar mais forte e seguir a vida como estudante, MAS COMO CARALHOS TUDO FOI ATACADO? as barreiras caíram, todo mundo entrou em desespero, quem mais me preocupou foi o estado mental do Bubo, como ele estava afetado me deixou impotente por não poder fazer nada por ele, odeio sentir isso, me sinto um lixo.

Muitos ataques aconteceram, muitas entidades apareceram, lembro de estar explorando a escola em meio ao caos, ao chegar perto da sala da diretora May, alguém explodiu aquele lugar, Babilon explodiu, queria entender o que estava acontecendo, mas mesmo não entendendo muito bem, muitas pessoas disseram que poderia ser culpa do Emil, não sei o que ele fez, mas o que poderia ter feito pra algo tão catastrófico? ouvi que tinham pessoas tentando matar ele, mas pelo menos não vejo ele a 2 dias, talvez seja melhor assim, bom depois desse caos que tudo começou, parecia que tinha uma entidade chamada Fear ou algo assim, eu estava me escondendo em uma arvore mesmo com todo mundo perto, ele simplesmente apareceu, por reflexo, talvez por uma tentativa falha de proteger os outros, ou por puro impulso, o ataquei, ele simplesmente me olhou por alguns segundos em negação por uma tentativa tão tola de minha parte e me executou.

Bom, quando Bubo voltou em sua sanidade, me levou para as cavernas pra tentar ficarmos seguros, estávamos eu, ele, Ayla e um cara que eu não me recordo, uma entidade apareceu lá, pelo que eu entendi ela se chama Null ou inexistência, ela dizia alguma coisa sobre o Emil e ela ter que tomar medidas que não eram cabíveis a ela, a gente ficou em silencio em um buraco, até que tivemos que sair de fininho, fui obrigado a deixar a Ayla pra trás, me doí ser tão inútil assim em meio todo mundo, principalmente ter que deixar alguém para trás, talvez essa minha teimosia seja minha queda, mas mesmo que eu morra futuramente, não vou deixar mais ninguém para trás, não vou ser um inútil novamente.

Tentamos sair de fininho pela caverna, cavamos um buraco e iriamos usar de abrigo, mas, algo falou com a gente, agradecia por deixar a Ayla como sacrifício, se não fosse o Bubo, eu iria me oferecer em troca da Ayla, droga esse tipo de situação ainda me afeta mais que qualquer coisa, bom, continuamos andando enquanto A Inexistência caminhava por ai, talvez procurando por algo, mas ouvi na minha cabeça a voz do professor Rogerio, eu sabia que ele não tinha morrido, mas ainda sim a duvida perpetuava meu coração, mas nesse momento eu tinha certeza que ele estava vivo, consegui me determinar, ouvi-lo falar como passar pela Inexistência, mesmo algo simples, me encheu de forças, para sobreviver e proteger quem eu pudesse. Descansamos na caverna em uma área segura para ficarmos preparados para outro dia.

Acordei noutro dia, eles já tinham saído daquela caverna, fiquei aliviado, mas apenas por um momento, ao subir e ir para Sylvara, descobri que tudo estava mais destruído, mais monstros estavam por ai, tudo estava mais caótico, logo pensando que não podia piorar, pelo menos os alunos estavam mais unidos, ficamos na sala de maquinas a maioria do tempo, vi a Baragon, a rainha da gula, ela me chamou de lanchinho, pelo jeito ela é canibal e gosta de suas vitimas vivas e com medo, pelo menos não funcionou comigo e ela não me devorou, parece que ela demonstrou grande interesse na Zoey, elas fizeram algum tipo de acordo, elas foram conversar a sós, tentei escutar escondido a conversa, Baragon convidou Zoey para um banquete e Zoey revelou que é um demônio que outrora era um humano, não sei se entendi bem, mas vou ficar de bico calado sobre isso para não recair sobre mim, pelo que percebi, até esses demônios ou entidades ou sei lá, receiam da Inexistência, talvez ela seja uma ameaça para qualquer um e não tem um lado em toda essa situação. Baragon no fim foi embora sem levar ninguém, pelo jeito ela estava procurando a filha dela, não sei quem é nem o que ocorreu, mas pelo jeito a afeta, eu deveria ter empatia por um ser assim? não quero pensar muito sobre isso... Bom, no fim aprendi algumas magias, e teleportei para minha cama sem querer e a Inexistência estava lá, quebrando tudo e a casa estava sendo incendiada, me entristece essa visão, queria tentar entender ela, de verdade, mas no fim voltei pra sala de maquinas e fiquei lá com o Elias Nox e o Tristran, descansamos lá para um novo dia de pesadelo...

Relato do personagem — perspectiva de seu autor, não um registro oficial.