Kalith Radhan
Informações Gerais
- Nome: Kalith Radhan
- Raça: Humana — Ocultista
- Altura: 1,78 m
- Peso: 66 kg
- Tipo sanguíneo:
??? - Local de nascimento: Olerith, Deserto de Ishbaal
Nascida nas Areias de Ishbaal
Kalith Radhan nasceu no deserto de Ishbaal, mais precisamente na região conhecida como Olerith.
Desde pequena, cresceu em meio a uma terra complexa e impiedosa. As constantes disputas territoriais entre grupos mercenários, saqueadores e pessoas mal-intencionadas obrigaram sua tribo a permanecer escondida durante muito tempo.
Porém, foi justamente esse isolamento que os manteve distantes dos olhos famintos dos mortos-vivos que vagavam pelo lado de fora.
Quando a praga surgiu, inicialmente ela não afetou ou interferiu no ciclo comum de vida de sua nação. Protegidos pelas areias e por seus esconderijos, os habitantes de Olerith acreditavam estar seguros.
Tudo mudou quando pessoas estranhas chegaram à região, afirmando que, supostamente, “não conseguiam morrer”.
Aqueles que Não Morriam
A chegada desses desconhecidos alterou completamente a realidade da região.
Da noite para o dia, a atividade dos mortos-vivos se tornou mais intensa. Criaturas passaram a se aproximar cada vez mais dos assentamentos, enquanto estranhas entidades começaram a surgir entre as tempestades de areia.
Foi durante um desses ataques que Kalith presenciou a destruição de tudo o que conhecia.
Seus familiares, seus amigos e até os animais que cercavam sua morada foram mortos diante de seus olhos.
Ferida e quase sem vida, Kalith fugiu em meio ao deserto, buscando qualquer lugar que pudesse lhe oferecer proteção.
A Caverna Sob a Areia
Kalith encontrou refúgio em uma caverna antiga, escondida sob as dunas.
No interior daquele lugar existiam ruínas esquecidas, corredores soterrados e paredes cobertas por escrituras indecifráveis. Mesmo gravemente ferida, ela continuou caminhando pela antiga masmorra, deixando um rastro de sangue atrás de si.
No centro das ruínas, encontrou um pedestal.
Sobre ele repousava um grimório antigo.
Percebendo que sua vida estava chegando ao fim, Kalith tocou o livro com a mão ensanguentada e realizou uma última prece.
Que eu tenha forças para continuar.
Que eu possa trazer minha família de volta.
No instante em que seu sangue tocou o grimório, tudo ficou escuro.
Sua visão havia sido tomada, mas seu corpo já não sentia dor. Kalith percebia que suas feridas haviam desaparecido e que suas forças começavam a retornar.
Então, uma voz familiar ecoou em sua mente:
“Nós seremos mais do que isso.”
“Anseia resolver o indecifrável?”
“Nós solucionaremos cada peça desse quebra-cabeça.”
Confusa, Kalith respondeu:
“Eu poderei fazer minha família voltar, como aquelas anomalias?”
A voz respondeu imediatamente:
“É claro que sim!”
“Tudo o que nós precisamos é de um pouco de tempo...”
O Pacto
Os dias seguintes foram marcados pelos anseios e desejos daquela presença.
Kalith passou a executar tudo o que lhe era solicitado. Buscou artefatos, investigou ruínas e realizou rituais cujos verdadeiros propósitos desconhecia.
Cada ordem era seguida pela promessa de que, em breve, sua família retornaria.
Entretanto, nenhuma resposta concreta era oferecida. Apenas promessas sobre aquilo que um futuro incerto poderia lhe entregar.
Kalith continuou obedecendo até que finalmente decidiu questionar os planos daquela voz.
Ela perguntou se aquilo que estavam fazendo era realmente correto.
Foi nesse momento que Kalith foi aprisionada.
A Prisão Interior
Inicialmente, Kalith acreditou que alguma criatura ou entidade havia tomado seu corpo.
Porém, aos poucos, percebeu algo que não havia compreendido durante todo aquele tempo.
Ela não havia sido aprisionada por alguém.
Também não havia sido aprisionada por alguma coisa.
Kalith havia sido aprisionada por si mesma.

