Acordei hoje com uma transmissão de alerta da escola dizendo que devido a falta de contato com a escola assumiu-se que Ethereal caiu. A transmissão avisava sobre os perigos da escola e dizia que ajuda está a caminho enquanto aconselhava que os alunos não se aproximassem da escola. Se isso é um sonhos, parabéns, é muito elaborado. Apesar de tudo, começo a desconsiderar a possibilidade de que isso tudo seja ilusão.
Se esse é o caso, eu me entristeço pela morte de pessoas tão sábias. Considerar que babilon pode de fato ter caído... Sei que não. Babilon transcende o tempo e as dimensões, é muito maior que um mero grupo de demônios.
Junto de Nathan, preparei minhas malas e partimos em direção a escola para recuperar alguns recursos importantes. Os alunos de Venthra que ajudamos vieram conosco e logo partimos em direção ao mar procurando por terras distantes. Cerca de 4km ao sul da antiga base encontramos uma barreira impenetrável que parece ser o limite dessa bolha de realidade. Ao longo do caminho instalei diversas antenas de retransmissão e criei uma rede que conecta as terras onde chegamos e a ilha da escola.
Rapidamente cavamos um abrigo onde estabeleci uma estação de rádio e gravei uma mensagem em uma fita que está sendo transmitida na frequência 88.0 FM. Na mensagem peço que aqueles que a ouvirem criem mais antenas e espalhem a rede de comunicação para que possamos todos nos comunicar. Espero muito que funcione, mas creio que a ultima coisa na qual vão pensar é em fazer um rádio.
Ao longo do dia fizemos algumas expedições enquanto fomos continuamente atacados por diversas criaturas. Parece que lugar algum é seguro, não importa o quão longe a gente vá. Como se foge de uma criatura que surge ao seu lago a qualquer momento? Como se esconder de algo que está sempre te vendo? Eu não sei. Mas penso na barreira da escola. Talvez se a gente conseguisse replicar aquela barreira mágica mesmo que em menor escala, nós poderíamos criar um local seguro. Mas se até a da escola caiu, a nossa não teria chance de ser forte o suficiente.
Quanto as criaturas, elas são diversas. Descobri que elas agem de forma independente e que em partes não se conhecem. Aqui vão algumas das que tive o desprazer de conhecer:
"Null": Ouvi Elias Moira chamar assim a entidade que é identificada pela aparência inicialmente humana, mas fria. Têm cabelos escuros e compridos, pele pálida e uma voz calma. A entidade surge e começa a espalhas blocos com tentáculos que detectam vibrações no ar e blocos que parecem ter 4 grandes dentes em cima que gritam quando sentem as vibrações sendo retransmitidas até eles através dos de tentáculo. Null nos encontra através de audição. Ela detesta luz, e sempre diz algo sobre "tudo precisar ter um fim". Yori me disse que ela estava procurando Emil. Um único toque das mãos de Null é o suficiente para causar uma dor insuportável que atravessa todo seu corpo, te incapacitando de imediato. Esse toque é forte ao ponto de romper peças de armadura instantaneamente.
Duquesa e o Mordomo: Uma menina vestida com roupas chiques, 4 tentáculos e um rosto assustador, andando acompanhada de uma criatura roxamoque têm a cabeça parecendo uma representação de um gato, um pescoço fino e longo, um par de asas e roupa de mordomo. Extremamente perigosos. Chegaram nos perguntando se gostaríamos de participar de uma festa, deixando claro que iria nos matar. Nos fizeram dançar conforme desviávamos de ataques sônicos. A garota revelou que devorou o corpo do professor Apollo. Ao partir mandaram que escolhecemos outras pessoas para serem visitadas por elas e quando eu mencionei o nome de Emil disseram que ele é especial, um "convidado de honra" por ter ajudado eles a chegar até aqui, e que ele seria o único a ir vivo para a festa. Isso só se complica ainda mais.
Ainda não tenho informações detalhadas, mas tenho conhecimento de mais algumas outras criaturas, como um demônio de tentáculos que relataram ter visto próximo à nossa nova base; Uma mulher com asas na cabeça e seu mordomo; Uma criatura que finge ser outras pessoas; Um humanoide alado com uma máscara branca; E claro, o demônio vermelho, Zerek.
Relato do personagem — perspectiva de seu autor, não um registro oficial.