O professor Apollo disse algo que fez minha cabeça girar.
Eu achava que seria mais um relatório ou algo tipo quando ele nos chamou, mas na verdade era sobre a floresta, isso me deu uma ansiedade descontrolada, ele quis tirar todas as dúvidas a maioria das pessoas que estavam lá eram curiosas como eu, queria saber da floresta como eu, ele nos contou que existe algo que poucos conhecem: existe uma cidade inteira escondida embaixo da floresta.
Uma cidade subterrânea, esquecida pelo tempo e sepultada sob as raízes e sombras daquela mata, uma cidade totalmente sem regras.
Se a minha curiosidade já estava no limite por causa daqueles sussurros estranhos, agora ela simplesmente explodiu. Por que guardar um segredo tão grande? O que existe lá embaixo que eles não querem que ninguém veja?
As vozes que me chamam parecem ter ficado mais intensas desde que descobri isso. Elas ecoam na minha mente como um eco vindo das profundezas da terra. Com a dor que sinto pela perda do meu amigo e a sensação de que não pertenço mais a este lugar, essa cidade oculta parece o único lugar que faz algum sentido. Se eu já me sentia perdida nos meus próprios sentimentos, agora sinto que o único caminho para encontrar respostas — ou a mim mesma — é ir até lá. Mas tenho medo de irritar o Apollo ou algo do tipo, eu preciso dele, preciso ter a confiança dele, preciso que ele me ajuda com a magia de sangue, eu PRECISO aprendê-la, eu vou aprendê-la custe oque custar, custe oque custar.
O destino não faz favores. Se você quer algo dele, precisa arrancar com as próprias mãos, não importa o sangue que corra.
Relato do personagem — perspectiva de seu autor, não um registro oficial.